sexta-feira, 6 de abril de 2012

Until the midnight

Minha sexta feira nunca foi tão tediosa quanto estava sendo esta. O tempo não passava, parecia que estava acorrentado.
Cheguei em casa do trabalho, fui direto tomar um banho quente. Trabalho estressante, mas nada se compara a ter que ficar sozinho, numa sexta a noite. Passei o começo da minha noite vendo televisão, dei um pouco de sorte e assisti um jogo de basquete, vi o time do Flamengo jogar e mais uma vez ganhar; por um momento eu achei que me sentiria mais animado com a vitória do meu time, mas vejo que foi tudo uma ilusão, uma distração do destino. Quando o jogo acabou, eu fiz o meu jantar, algo simples não tava aguentando sentir o cheiro da comida, não conseguia parar de pensar no meu trabalho, investigador policial, após comer um arroz com carne, fui pra frente do sofá, tentar me distrair um pouco com a televisão. Embora eu tentasse, não dava. Meu trabalho insistia em vir a tona na minha mente, tudo isso pelo caso tão estranho, um corpo sem sangue; estava todo fatiado, cortando em pedaços precisos, só de lembrar daquela cena, o meu estômago se revira. Mais uma moça que foi morta, esta tinha a idade da minha filha e por causa disso a minha preocupação de pai me fez ficar completamente paranoico, liguei pra Bruna pra saber se tudo estava bem. Ela falou para eu ter cuidado com este criminoso, respondi que é o que posso fazer, é cuidar de mim. Após isso, passamos mais um pouco no telefone e teve que desligar.
Esse psicopata está ficando bastante confiante, está matando muito mais rápido do que o padrão havia apontado. Com esta de hoje, já são 5 mortes. Após essa rápida linha de pensamento, não consegui ficar em casa, voltei pro trabalho, encontrei o mesmo pessoal que deveria está em casa descansando com sua família. Me senti mais confiante ao ver o pessoal trabalhando pra pegar esse bastardo. Começamos a analisar as pistas deixadas por ele, como não havia nenhum DNA, só nos restou seguir o seu padrão feminino: Morenas, alta e de olhos claros, bem sucedidas, perfeccionistas com sua beleza. Procuramos por esse padrão no nosso banco de dados, e vimos que há mais de mil mulheres só nas redondezas. Comecei a tentar traçar pontos em comum com as cinco vítimas, achar o local onde ele acha suas vítimas, tínhamos que agir rápido, tentar captura-lo antes da meia noite, antes d'ele encontrar a sexta vítima. Reunimos as cinco famílias na sala de depoimento, e perguntamos a cada uma das, os locais onde as vítimas costumavam ir regularmente. Como isso não adiantou, Jorge, o garoto da computação fez um mapa que mostrava detalhadamente o percurso do trabalho delas, e no meio dos mapas alternativos, eis que uma cafeteria aparece. Provavelmente deve ser lá que ele escolhe suas vítimas, pensou Pedro, meu parceiro.
Partimos para o café, situado na Avenida 13, de frente a um ponto de ônibus onde a Camila, a segunda vítima,pegava ônibus. Quando chegamos, Eu e o Pedro, fomos diretos ao balconista dá uma descrição psicológica do criminoso, alguém tímido, reservado, frio, calculista, perigoso, sozinho, observador,pessimista; aparentemente ele tem entre 25 e 30 anos, boa aparência e sem empregos. O balconista disse que um cara, mais ou menos similar a descrição, tímido, quieto, reservado. Olhei imediatamente ao Pedro e na mesma hora percebemos que tínhamos achado o nosso suspeito. Perguntei ao balconista se havia como ele descrever o físico do suspeito, assentiu com a cabeça que sim e após quase duas horas, o retrato falado estava pronto. Jogamos as feições dele no nosso computador na central e descobrimos tudo do nosso suspeito, Murilo de Andrade, 28 anos, mora na Rua 115 com a avenida 3, reside com a mãe, Marília de Andrade. Agora que sabemos mais a nossa caçada começava agora.
Saímos da central, com quase 4 viaturas em direção a casa do Murilo. Arrombamos a porta, entramos e encontramos nada. Estava completamente vazia a casa. Pedi pra central enviar um cão farejador, quem sabe o cachorro poderia achar alguma pista; assim que o Don chegou, quase que instantaneamente levou-nos a um rastro deixado pelo Murilo em direção a uma área abandonada no fim da casa, e parece que foi o destino. Quando estávamos indo em direção ao quintal, vem ele saindo, com uma espécie de avental melado de sangue; assim que ele nos avistou, tentou correr e pular o pequeno muro que ficava na parte de traz e por puro reflexo, Pedro, puxou sua colt 45 e deu um tiro na perna do Murilo que imediatamente caiu no chão.
Ao entrarmos no seu esconderijo avistamos quase mais uma vítima. Acho que se não tivéssemos chegado rápido aqui, seria uma sexta vítima. Enquanto o Murilo estava no chão, Garcia, um dos oficiais que veio nos dá suporte fez a sua apreensão.

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