Lá estava, parado dentro de um posto de conveniência comprando comida para a volta. Olhei aqueles sanduiches apetitosos que em poucos instantes fizeram minha boca salivar e o meu estômago roncar, afinal, estava dirigindo há algumas horas já. Peguei três sanduiches enormes, no começo eles eram de frango, mas após seguir a minha enorme gula, acabaram virando um x-tudo; além de pegar os sanduíches peguei uma coca de 2L. Quando chego no caixa do posto para pagar o meu desjejun, a velha televisão que ficava no balcão virado pro caixa, anunciou que mais a frente, seguindo o meu caminho de volta, estava interditado, acompanhei a noticia com uma certa tristeza. Paguei pelo meu lanche e voltei a fazer o caminho oposto, afim de chegar em casa para ter um descanço curto.
Liguei o carro após a refeição, me sentia orgulhoso por ter batido meu próprio récord em comer os sanduiches, me senti uma estrela do guinnes book, saí da loja de conveniência com o velocímetro marcando 80 km/h, sempre gostei de cantar pnéu. Pouco tempo depois, estou fazendo um caminho alternativo pela BR, seguindo o meu gps. Como a pista estava vazia, acelerei muito o meu carro. Engatei a quinta marcha, e em poucos instantes estava correndo a 130 km/h. Confesso que quase me assustei quando tive que reduzir para fazer uma curvinha, meu carro ia dá um cavalo de pau e ir em direção a uma árvore que tinha no local; por sorte, lembrei de algo que vi nos filmes de velozes e furiosos: 'Você puxa o freio-de-mão gira o volante pro lado da curva e ao mesmo tempo, acelere e solte o freio de mão' táticas de como fazer um belo drift. Após essa curvinha bastante emocionante, me situei a dirigir em 80 km/h de novo e após duas horas, cheguei em casa.
Assim que entro no apartamento e penso em tomar um banho pra dormir, o Pedro me liga, falando que hoje era o dia de ir pra balada que eu havera marcado para a despedida de solteiro do Marcos, como foi minha idéia, não poderia negar a minha presença, assenti que ia e falei para passarem aqui, afim de irmos juntos no mesmo carro. Comecei a tomar banho enquanto eles estavam a caminho da minha casa e mal havera saído do banho eles tocam a campainha. Fiquei meio surpreso com a velocidade que eles haviam chegado na minha casa, geralmente quando marcávamos pra ir em outros cantos, demoravam mais. Botei a minha calça jeans favorita, que era uma preta totalmente magnífica, e fui abrir a porta. Mandei-os esperarem na sala enquanto eu me arrumava. Peguei uma camisa que combinasse com a minha calça e saí para terminar de me arrumar. Quando entro no banheiro, eu começo a pentiar o meu cabelo que hoje estava mais negro que o de costume, ele teimosamente insistia em não obedecer os comandos que minha mão e o pente, nesse trabalho em conjunto, davam a ele; após alguns minutos de brigas ele cedeu. Escovei os dentes e coloquei o meu perfume favorito, o cheiro do meu perfume amadeirado exalava pelo apartamento fazendo-o parecer que era um cubículo; tinha quase certeza que a minha vizinha de baixo sabia exatamente quando eu ia sair pelo cheiro do meu perfume. E por falar na minha vizinha, nossa, que vizinha em...
Dei um sinal, assim que cheguei na sala. Começamos a descer as escadas quando eu percebo que deixei a chave do carro em cima da mesa, do lado do controle da televisão. Afinal, como homem que mora sozinho, uma mesa não precisa de mais coisas além de um controle de tv e um porta chaves. Assim que peguei a chave que passo em frente a porta da vizinha, não é que a mulher aparece. E no meio de uma aparencia magnífica, mandou-me ter cuidado na balada, entretanto não foi qual quer aparencia, foi algo provocante. Sentia a luxúria vinda dos seus belos olhos castanhos, sua boca carnuda fazia-me desejar, seu corpo chamava o meu. Era quase impossível resistir, por alguma casualidade eu consegui resistir. Continuei a descer com os meus amigos, mas a lembrança do seu olhar fixo ao meu, me fez sentir arrependido da decisão, por isso subi de volta e para a minha surpresa ela estava lá na porta me esperando, como se ela soubesse de alguma maneira que eu iria voltar para lá.
Assim que nossos olhares se cruzaram, senti algo intenso crescendo. Foi uma vontade tão carnal, ver a suas coxas grossas e contemplar a beleza do seu corpo, bem contornado pela saía preta e sua blusinha branca que me faziam perder a cabeça. Meu corpo sentia a necessidade do seu. Por instantes eu imaginei saciando a luxúria existente no meu corpo. Nós não falamos nada, não perdemos tempo. O nosso primeiro beijo foi intenso e constante, assim como os sucessores e em questão de instantes eu estava dentro da casa dela. A casa da Tuane era tão aconchegante. Não consegui reparar muitas coisas da casa, mas via tudo bem arrumado, limpo. Quando entramos na sala, em meios de beijos e amaços, o Pedro gritou por mim pedindo a chave do carro, fazendo com que eu vá até a varanda joga-la. Quando eu voltei e me sentei no sofá, por um momento pensei que o clima que havia acontecido conosco fosse acabar, entretanto, aquela pausa fez com que o nosso líbido aumentasse consideravelmente e nos beijamos com mais frenezi. Eu sempre soube que eu provocava as pessoas nos meus beijos, ardentes, mas essa foi a primeira vez que senti o efeito oposto. Nós nos devorávamos em beijos quentes e nossas mãos soltas eram guiadas pela luxúria momentanea.
Em beijos quentes nos devoravam e o clima da casa começara a ficar quente, em meio a intensos afagos, nossas roupas começaram a cair. Primeiro a minha camisa, estampando o meu porte atlético que variava entre ser um sedentário e um recente frequentador de academia, em seguida a blusa dela, mostrando o sutiã vermelho que ficava se sobressaindo através da blusa. Com menas peças de roupas as nossas mãos tinham uma área de atrito maior, aumentando muito gradativamente o libido que havia. Não consegui me conter e em meio de um alvoroço totalmente frenético, desabotoei o sutiã dela e em instantes a saía, que marcavam suas grossas coxas. Agora eu tinha acesso a quase todo o corpo dela e sem a minha frenezi diminuir, fui descendo os meus beijos em todas as partes descobertas. Assim que cheguei no pescoço, a Tuane puxara e bagunçara o meu cabelo castanho, a proporção que eu descia, mais intenso ficava as puxadas e as bagunçadas, me senti tão heróico por está dando tanto prazer e fazendo um início de perfomance. Após as minhas brincadeiras peculiares com os seios dela, robustos e magníficos, puxei-a pelo pescoço e a beijei. Foi um beijo ardente e revigorado. Ela ainda bagunçava o meu cabelo. Quando finalmente saímos da pilastra, foi um ápice de conciencia dela.
- A janela está aberta. Ela falou.
Não me preocupei com a janela, mas saí da parede que era tão visível, segundo o pensamento dela. Fomos para o quarto. Me lembro de ter visto a luz da lua, cheia, que inradiava o quarto. Ela sentou-se na cama, e aos poucos, foi tirando a minha calça jeans, com um sorriso malicioso no rosto. Assim que a jeans caíu, pulei em cima dela na cama, beijando-a e brincando com o corpo, que estava quase completamente nu, e a cada variação da respiração dela, eu me exitava mais. Aos poucos, e com muitas provocações a única peça de roupa que estava com ela foi deixando de existir.
Assim que a calcinha dela saíu. Evitar de ficar perto da área foi algo praticamente impossível. Todos os meus instintos gritavam comigo para ficar lá. Mantenha lá, meus instintos e as puxadas de cabelo, garantiram uma brincadeira um tanto quanto prazerosa. Em seguida eu fui empurrado e ela ficou em cima. Com um sorriso malicioso, tirou o meu sorriso da carência. Em meados de beijos no pescoço, e descidas que só ela sabe fazer, a luxúria tomou conta do quarto.
Sentia o calor do corpo dela chamando o meu. Beijos ferozes aconteciam como se fosse apenas beijos normais. Quando estávamos prestes a consumar o nosso ato carnal; acordo suado e assustado com o Pedro me ligando, perguntando se íamos para a balada hoje a noite. Respondi qualquer coisa no telefone e desliguei. Parei por alguns instantes e fiquei pensando no sonho que eu tive. Um sonho tão real, tão intenso, tão magnífico. Talvez o sonho tenha retratado algum desejo oculto meu.
Assustado acordei, não havia entendido nada do meu sonho e não havia vizinhos novos no condomínio. Saí para trabalhar, como era de costume do meu dia rotineiro, confesso que foi um dia totalmente estressante, na minha volta para casa vejo um caminhão de mudança em frente ao prédio e uma morena em frente a escada, mandando os carregadores da empresa terem cuidado com o que transportavam. Me senti um paranormal prevendo o futuro, entretanto ela não se parecia com a mulher toda tentadora do meu sonho, o sorriso da mulher que estava a minha frente, é mais bonito. Mais chamativo. Mais exibido. Mais atraente. Mais charmoso. Me senti em êxtase só com o sorriso que ela exibia, mesmo que fosse por pouco tempo. Assim que fui aproximando da escada, a cada passo que encurtava a nossa distância o meu coração acelerava, sentia-me como se o meu coração fosse rasgar o meu peito. Com um sorriso não tão confiante, iniciei uma conversa perguntando se ela gostaria da minha ajuda com a mudança. Educadamente, havia afirmado que não precisava, os rapazes cuidariam de tudo. Sorri, meio frustrado e lentamente subi as escadas; espiei-a discretamente e reparei que ela ainda estava com os olhos focados em mim, com uma expressão pensativa e séria. Foi amor a primeira vista, da minha parte; eu cheguei a tropeçar na primeira volta em que a escada mudava a sua direção, e tive quase a impressão que escutei um HUMPF! vindo dela. Subi a escada morto de vergonha; por sorte o prédio não era tão grande assim, morava no segundo andar, deu para enrolar direito. Quando eu não conseguia mais ouvi-la de lá de baixo eis que ela sobe alguns degraus e grita perguntando em qual apartamento eu moro, alegando que precisará de ajuda com a instalação de alguns aparelhos eletrônicos; assenti que era no 202, com um sorriso meio envergonhado no rosto; a vergonha aumentou quando fui perguntado se poderia passar por lá por volta das vinte horas, que seria mais ou menos quando tudo já estaria na parte de cima. Respondi que estaria lá as vinte. Subi mais dois degraus e ela gritou novamente, eu moro no apartamento... respondi na mesma hora em que ela complementou... 102, o que fica, literalmente, embaixo do meu.
Eu subi, morto de vergonha. Descansei um pouco, relaxei o máximo possível antes de tomar banho para ajudar a tão bela vizinha. Cheguei lá, por volta das, 20:30, pedi desculpas pela demora, aleguei que acabei dormindo um pouco. Assim que eu entrei, vi as mobílias aparentemente iguais as que eu vi no meu sonho, causando um certo espanto na hora; - Está um pouco bagunçado, eu sei. Mas releve, acabei de me mudar... ; Confesso que só ouvi isso, acabei preso no sorriso dela mais uma vez. Perguntei onde era que ela precisava de ajuda, ela me mostrou alguns aparelhos eletro-eletrônicos e quase que imediatamente, comecei a instala-los. Conversamos muito enquanto eu fazia a instalação. Perguntei em meio a algumas perguntas o nome dela, quando ela falou Tuane, nossa, me senti vivo no meu sonho. Conversamos a noite toda, enquanto eu me oferecia para ajuda-la no desempacotamento da sua mobília. Assim que amanheceu, já a conhecia suficientemente; era como se eu tivesse conhecido-a há anos atrás. Ríamos com uma facilidade absurda, ríamos das piadas que contávamos, dos comentários estúpidos da televisão. Tudo se caminhava ao meu plano de perfeição momentânea, até que chegou a hora de arrumar-me para o trabalho e ela teria que fazer a mesma coisa. Fomos separados pelo tempo.
Cheguei no trabalho dez minutos atrasado. Eu estava preguiçoso de mais para realizar qualquer tarefa e pedi pro meu chefe para sair mais cedo. Ele liberou a minha saída após o almoço. Trabalhei contando os segundos para chegar em casa e desabar na cama; relaxar e dormir um pouco, era o que o meu corpo precisava. Assim que a hora do almoço da firma chegou, por volta das quatorze horas e eu já não aguentava mais ficar trabalhando. Peguei o meu carro, e fui para casa; a primeira coisa que eu fiz, foi procurar saber se a Tuane estava, como não estava, subi pro meu apartamento com uma expressão meio que melancólica no rosto, afinal, a vida começou a ter mais graça quando passei a ficar perto dela.
Ainda não aceitava a ideia que eu estava apaixonado por ela, não conseguia explicar para mim mesmo, como as coisas aconteceram. Foi uma atração física de início e um amor secundário que está invadindo o meu coração e tomando o primeiro lugar. Acontecimentos ilógicos nunca eram direcionados a mim; nunca tinha provado o amor, não sabia nem do que se tratava e sempre achei que era exagero das outras pessoas, me sentia diferente, isolado, renegado. Fiquei desnorteado ao sentir, pela primeira vez, algo além de uma atração, física ou emocional, não sei como reagir além de não saber, o medo de errar estava me ajudando muito. Contei para o Marcos o que havia acontecido comigo, e o infeliz, não me deu nenhum conselho útil; Ele fez com que eu pensasse com mais ênfase em chegar e contar para a Tuane que eu estava apaixonado por ela, porém eu não poderia chegar nela e soltar que eu estou apaixonado. Pensar em uma maneira discreta e que não a assuste foi algo crucial.
Depois de pensar quase que uma noite inteira, uma solução simples e óbvia apareceu. Por que não leva-la num por-de-sol fazer algo bem romântico, era algo que valeria a pena, tentei debater comigo mesmo afim de saber quão boa a ideia era e perguntei ao Pedro o que ele achava... Ele riu muito da minha ideia romântica e falou que não tinha essa necessidade toda de exagerar nisso. Começamos a dialogar e fui vendo que praticidade seria tudo. Tudo que eu não tinha. Não conseguia me conter no exagero do romantismo, queria fazer e meio que fiz. Arrumar algum pretexto para leva-la seria a segunda prioridade que havia. Inventei que iria mostrar os locais mais belos da cidade. Saímos no meu carro, no meu dia de folga, era uma sexta feira estonteante. Chegamos num penhasco que fica exatamente na zona sul da cidade, era um dos locais mais românticos da cidade inteira, estacionei o carro exatamente de frente onde o sol iria se por.
Assim que o sol começara a desistir de ficar no céu, subimos em cima do capô do carro, e começamos a conversar e admirar a vista que se formava. O céu começara a ser dono de um vermelho magnífico, particularmente não tinha visto nada igual; mas quando olhei pra ela, nos olhos dela, avistei algo mais magnífico que o por-do-sol. No ápice do fim-de-tarde a conversa com a Tuane tomava rumo para algo mais romântico assim como eu planejava. Antes que eu pudesse fazer qualquer pergunta sobre namoro, ela começou a aniquilar o assunto dizendo que só queria apenas a minha amizade. Pela minha cara de choque ao ouvir, ela com pena me deu um beijo na minha bochecha. Foi exatamente ao mesmo tempo, e assim, que o sol tocou na linha do horizonte, minha lágrima tocou no chão. E, foi assim que meus planos de romantismo foram por água abaixo.
Seus olhos me perseguiam noite por noite nos meus sonhos. Cada qual com uma continuação diferente. Começava semelhante, o clima quente entre nós, a pegada que tínhamos fazia o quarto ferver... Mas o final era sempre o mesmo, a amizade, as palavras exatas afirmando que só olhava pra mim como um amigo. Tive o mesmo sonho por quase um mês
Say what you say
quinta-feira, 3 de maio de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Espero que algum dia entendas.
Essa era para ser uma carta de amor mas, são apenas pensamentos soltos, que acabei traduzindo em palavras.
Me desculpe, para ser honesto não sei o por que de estar te escrevendo, creio que seja a ultima pessoa com quem eu gostaria de falar e por esse motivo, aqui está a minha carta.
Escrevo essa carta para lembrar de colocar a nossa frase no meu epitáfio, eu sei que é meio egoísta mas gostaria que assim fosse feito; não tenho direito de pedir-te nada e se quiser, não precisa nem tomar conta do meu enterro. Não sei de muita coisa que aconteceu na minha vida, entretanto quero que você se lembre de todas as juras de amor que eu te fiz; de todos os momentos bobos que passamos juntos e de todas as piadas que contávamos e ríamos constantemente. Lembras de como éramos apaixonados? Confesso que nunca esqueci. Antes que você pense que eu estou em busca de perdão para a minha alma, eu não estou; estou escrevendo para a única pessoa que realmente importou para mim, você. Embora você possa não crer em nenhuma dessas palavras vazias, eu encarecidamente peço que creia; nenhuma significou mais do que você para mim. Poucas pessoas tiveram a sorte de ter o primeiro, e único, amor logo de começo assim; ainda bem que fui sortudo a minha vida toda mas só agora eu percebo isso. Talvez percebi tarde de mais. Meio mórbido ficar lembrando disso não acha? Lembrando que só não demos certo por que eu sempre fui um idiota com você, que eu sempre não te dava o respeito e a atenção merecidas; minha cara, Thaís. Me perdoe pelos meus erros, se eu conseguisse ao menos viver um pouco mais ao seu lado, provaria que eu realmente mudei. Palavras de um homem que está no leito da morte, sempre é mais tocante; concordas? -risos.
Você deve está se perguntando como eu morri. Eu estava em uma fazenda, na divisa entre duas cidades, desculpe não lembrar o nome das cidades; minha memória só funciona para coisas importantes, para você. Estava na chácara de um amigo meu, o José Roberto, aquele que sempre odiastes, estava deitado na rede como faço de costume após o meu lanche da tarde; já estava quase a anoitecer quando três ladrões invadiram a minha fazenda; eles entraram quebrando tudo dentro da casa do José, fiquei com dó dele pelo preço dos móveis. -Mais risos- Nunca tive um senso de humor exemplar, né? Um dos capangas, chamado pelos outros de Celestino, colocou um revólver antigo na minha cara e começou a perguntar onde ficava o cofre que tinha os documentos da fazenda. Eu respondi na maior calma falando que só estava alí por um tempo. Eu confesso que meu azar e sorte foi que o José, que tinha recem acabado a faculdade de veterinária, olha que sorte, estava com o seu carro quebrado e um polícial deu carona até a sua fazenda. Quando o José entrou que ouviu os gritos da cozinheira, Ele chamou o polícial que entrou atirando no rapaz que apontava a arma para mim, que má sorte a dele, não? O Celestino tomou um tiro no coração e morreu na hora. Os outros dois capangas me fizeram de refém até o José dá os documentos da fazenda. Assim que eles tiveram os documentos, o Polícial atirou no cidadão que segurava os documentos matando-o também e o que restou com uma colt, deu um tiro nas minhas costas; assim que atirou, saíu correndo para o mato. O José rapidamente tirou a bala, o único problema que o José não conseguio resolver, meu amor, foi a perfuração do meu pulmão, me acarretando esse estado decadente.
Antes que eu não consiga escrever ou que o José me pegue escrevendo; eu peço desculpas por trocar você, meu grande amor, por uma felicidade fútil, que era as saideiras. Sei que não foi a minha melhor decisão, eu sei. Sei de tudo que você falará quando chegar nessa parte. Eu não devia ter vindo para esse interior, entretanto assim fosse a minha sina. Talvez se a minha vida fosse um pouco diferente, eu não tivesse te conhecido e não teria vivido a nossa história, eu sei que é triste ter esse triste fim. Espero que você consiga me desculpar, como na primeira vez que eu pisei no seu pé, enquanto dançávamos uma música bem suave, dançávamos ao som de We can Dance do Bon Jovi, no nosso encontro no ensino médio. Costumo sempre lembrar de você cantando-a; é uma das minhas melhores memórias nossas.
Eu vou ser transferido pro hospital da nossa cidade, o José vai te ligar quando eu chegar lá; honestamente, eu espero ser capaz de resistir até eu te encontrar. Tô com saudade de ver esses lindos olhos cor-de-mel que você tem. Ah, esses olhos, como eu os amo.
Caso eu não consiga chegar até o hospital com vida, eu só te deixei por que eu escutei sua conversa com a Camille, onde você falava que eu não conseguia te surpreender e te fazer viver grandes emoções, onde você falou que eu era simples de mais. Me senti inútil por não conseguir responder o sentimento que você me passava da mesma maneira; seguido disso, tentei mudar várias vezes, mas todas as vezes que eu tentava você sempre brigava comigo por eu está fazendo algo errado e sempre acabavas chorando. Sempre odiei ver você chorando, principalmente por minha causa. Desisti de mudar para não te machucar e eu tive que abrir mão do meu amor por você, para que você conseguisse viver as suas aventuras que tanto desejavas, mas nunca, repito; nunca, deixei de te amar. Se por acaso você não se lembrar da frase do meu epitáfio coloque esta,será tão boa quanto a que eu gostaria que fosse: Atrás de toda a alegria, há sempre uma tristeza. Nem sempre todo amor é correspondido da mesma maneira.
Não imploro o seu perdão, sou orgulhoso de mais para isso. Só peço que em algum dia, você me entenda.
Me desculpe, para ser honesto não sei o por que de estar te escrevendo, creio que seja a ultima pessoa com quem eu gostaria de falar e por esse motivo, aqui está a minha carta.
Escrevo essa carta para lembrar de colocar a nossa frase no meu epitáfio, eu sei que é meio egoísta mas gostaria que assim fosse feito; não tenho direito de pedir-te nada e se quiser, não precisa nem tomar conta do meu enterro. Não sei de muita coisa que aconteceu na minha vida, entretanto quero que você se lembre de todas as juras de amor que eu te fiz; de todos os momentos bobos que passamos juntos e de todas as piadas que contávamos e ríamos constantemente. Lembras de como éramos apaixonados? Confesso que nunca esqueci. Antes que você pense que eu estou em busca de perdão para a minha alma, eu não estou; estou escrevendo para a única pessoa que realmente importou para mim, você. Embora você possa não crer em nenhuma dessas palavras vazias, eu encarecidamente peço que creia; nenhuma significou mais do que você para mim. Poucas pessoas tiveram a sorte de ter o primeiro, e único, amor logo de começo assim; ainda bem que fui sortudo a minha vida toda mas só agora eu percebo isso. Talvez percebi tarde de mais. Meio mórbido ficar lembrando disso não acha? Lembrando que só não demos certo por que eu sempre fui um idiota com você, que eu sempre não te dava o respeito e a atenção merecidas; minha cara, Thaís. Me perdoe pelos meus erros, se eu conseguisse ao menos viver um pouco mais ao seu lado, provaria que eu realmente mudei. Palavras de um homem que está no leito da morte, sempre é mais tocante; concordas? -risos.
Você deve está se perguntando como eu morri. Eu estava em uma fazenda, na divisa entre duas cidades, desculpe não lembrar o nome das cidades; minha memória só funciona para coisas importantes, para você. Estava na chácara de um amigo meu, o José Roberto, aquele que sempre odiastes, estava deitado na rede como faço de costume após o meu lanche da tarde; já estava quase a anoitecer quando três ladrões invadiram a minha fazenda; eles entraram quebrando tudo dentro da casa do José, fiquei com dó dele pelo preço dos móveis. -Mais risos- Nunca tive um senso de humor exemplar, né? Um dos capangas, chamado pelos outros de Celestino, colocou um revólver antigo na minha cara e começou a perguntar onde ficava o cofre que tinha os documentos da fazenda. Eu respondi na maior calma falando que só estava alí por um tempo. Eu confesso que meu azar e sorte foi que o José, que tinha recem acabado a faculdade de veterinária, olha que sorte, estava com o seu carro quebrado e um polícial deu carona até a sua fazenda. Quando o José entrou que ouviu os gritos da cozinheira, Ele chamou o polícial que entrou atirando no rapaz que apontava a arma para mim, que má sorte a dele, não? O Celestino tomou um tiro no coração e morreu na hora. Os outros dois capangas me fizeram de refém até o José dá os documentos da fazenda. Assim que eles tiveram os documentos, o Polícial atirou no cidadão que segurava os documentos matando-o também e o que restou com uma colt, deu um tiro nas minhas costas; assim que atirou, saíu correndo para o mato. O José rapidamente tirou a bala, o único problema que o José não conseguio resolver, meu amor, foi a perfuração do meu pulmão, me acarretando esse estado decadente.
Antes que eu não consiga escrever ou que o José me pegue escrevendo; eu peço desculpas por trocar você, meu grande amor, por uma felicidade fútil, que era as saideiras. Sei que não foi a minha melhor decisão, eu sei. Sei de tudo que você falará quando chegar nessa parte. Eu não devia ter vindo para esse interior, entretanto assim fosse a minha sina. Talvez se a minha vida fosse um pouco diferente, eu não tivesse te conhecido e não teria vivido a nossa história, eu sei que é triste ter esse triste fim. Espero que você consiga me desculpar, como na primeira vez que eu pisei no seu pé, enquanto dançávamos uma música bem suave, dançávamos ao som de We can Dance do Bon Jovi, no nosso encontro no ensino médio. Costumo sempre lembrar de você cantando-a; é uma das minhas melhores memórias nossas.
Eu vou ser transferido pro hospital da nossa cidade, o José vai te ligar quando eu chegar lá; honestamente, eu espero ser capaz de resistir até eu te encontrar. Tô com saudade de ver esses lindos olhos cor-de-mel que você tem. Ah, esses olhos, como eu os amo.
Caso eu não consiga chegar até o hospital com vida, eu só te deixei por que eu escutei sua conversa com a Camille, onde você falava que eu não conseguia te surpreender e te fazer viver grandes emoções, onde você falou que eu era simples de mais. Me senti inútil por não conseguir responder o sentimento que você me passava da mesma maneira; seguido disso, tentei mudar várias vezes, mas todas as vezes que eu tentava você sempre brigava comigo por eu está fazendo algo errado e sempre acabavas chorando. Sempre odiei ver você chorando, principalmente por minha causa. Desisti de mudar para não te machucar e eu tive que abrir mão do meu amor por você, para que você conseguisse viver as suas aventuras que tanto desejavas, mas nunca, repito; nunca, deixei de te amar. Se por acaso você não se lembrar da frase do meu epitáfio coloque esta,será tão boa quanto a que eu gostaria que fosse: Atrás de toda a alegria, há sempre uma tristeza. Nem sempre todo amor é correspondido da mesma maneira.
Não imploro o seu perdão, sou orgulhoso de mais para isso. Só peço que em algum dia, você me entenda.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Until the midnight
Minha sexta feira nunca foi tão tediosa quanto estava sendo esta. O tempo não passava, parecia que estava acorrentado.
Cheguei em casa do trabalho, fui direto tomar um banho quente. Trabalho estressante, mas nada se compara a ter que ficar sozinho, numa sexta a noite. Passei o começo da minha noite vendo televisão, dei um pouco de sorte e assisti um jogo de basquete, vi o time do Flamengo jogar e mais uma vez ganhar; por um momento eu achei que me sentiria mais animado com a vitória do meu time, mas vejo que foi tudo uma ilusão, uma distração do destino. Quando o jogo acabou, eu fiz o meu jantar, algo simples não tava aguentando sentir o cheiro da comida, não conseguia parar de pensar no meu trabalho, investigador policial, após comer um arroz com carne, fui pra frente do sofá, tentar me distrair um pouco com a televisão. Embora eu tentasse, não dava. Meu trabalho insistia em vir a tona na minha mente, tudo isso pelo caso tão estranho, um corpo sem sangue; estava todo fatiado, cortando em pedaços precisos, só de lembrar daquela cena, o meu estômago se revira. Mais uma moça que foi morta, esta tinha a idade da minha filha e por causa disso a minha preocupação de pai me fez ficar completamente paranoico, liguei pra Bruna pra saber se tudo estava bem. Ela falou para eu ter cuidado com este criminoso, respondi que é o que posso fazer, é cuidar de mim. Após isso, passamos mais um pouco no telefone e teve que desligar.
Esse psicopata está ficando bastante confiante, está matando muito mais rápido do que o padrão havia apontado. Com esta de hoje, já são 5 mortes. Após essa rápida linha de pensamento, não consegui ficar em casa, voltei pro trabalho, encontrei o mesmo pessoal que deveria está em casa descansando com sua família. Me senti mais confiante ao ver o pessoal trabalhando pra pegar esse bastardo. Começamos a analisar as pistas deixadas por ele, como não havia nenhum DNA, só nos restou seguir o seu padrão feminino: Morenas, alta e de olhos claros, bem sucedidas, perfeccionistas com sua beleza. Procuramos por esse padrão no nosso banco de dados, e vimos que há mais de mil mulheres só nas redondezas. Comecei a tentar traçar pontos em comum com as cinco vítimas, achar o local onde ele acha suas vítimas, tínhamos que agir rápido, tentar captura-lo antes da meia noite, antes d'ele encontrar a sexta vítima. Reunimos as cinco famílias na sala de depoimento, e perguntamos a cada uma das, os locais onde as vítimas costumavam ir regularmente. Como isso não adiantou, Jorge, o garoto da computação fez um mapa que mostrava detalhadamente o percurso do trabalho delas, e no meio dos mapas alternativos, eis que uma cafeteria aparece. Provavelmente deve ser lá que ele escolhe suas vítimas, pensou Pedro, meu parceiro.
Partimos para o café, situado na Avenida 13, de frente a um ponto de ônibus onde a Camila, a segunda vítima,pegava ônibus. Quando chegamos, Eu e o Pedro, fomos diretos ao balconista dá uma descrição psicológica do criminoso, alguém tímido, reservado, frio, calculista, perigoso, sozinho, observador,pessimista; aparentemente ele tem entre 25 e 30 anos, boa aparência e sem empregos. O balconista disse que um cara, mais ou menos similar a descrição, tímido, quieto, reservado. Olhei imediatamente ao Pedro e na mesma hora percebemos que tínhamos achado o nosso suspeito. Perguntei ao balconista se havia como ele descrever o físico do suspeito, assentiu com a cabeça que sim e após quase duas horas, o retrato falado estava pronto. Jogamos as feições dele no nosso computador na central e descobrimos tudo do nosso suspeito, Murilo de Andrade, 28 anos, mora na Rua 115 com a avenida 3, reside com a mãe, Marília de Andrade. Agora que sabemos mais a nossa caçada começava agora.
Saímos da central, com quase 4 viaturas em direção a casa do Murilo. Arrombamos a porta, entramos e encontramos nada. Estava completamente vazia a casa. Pedi pra central enviar um cão farejador, quem sabe o cachorro poderia achar alguma pista; assim que o Don chegou, quase que instantaneamente levou-nos a um rastro deixado pelo Murilo em direção a uma área abandonada no fim da casa, e parece que foi o destino. Quando estávamos indo em direção ao quintal, vem ele saindo, com uma espécie de avental melado de sangue; assim que ele nos avistou, tentou correr e pular o pequeno muro que ficava na parte de traz e por puro reflexo, Pedro, puxou sua colt 45 e deu um tiro na perna do Murilo que imediatamente caiu no chão.
Ao entrarmos no seu esconderijo avistamos quase mais uma vítima. Acho que se não tivéssemos chegado rápido aqui, seria uma sexta vítima. Enquanto o Murilo estava no chão, Garcia, um dos oficiais que veio nos dá suporte fez a sua apreensão.
Cheguei em casa do trabalho, fui direto tomar um banho quente. Trabalho estressante, mas nada se compara a ter que ficar sozinho, numa sexta a noite. Passei o começo da minha noite vendo televisão, dei um pouco de sorte e assisti um jogo de basquete, vi o time do Flamengo jogar e mais uma vez ganhar; por um momento eu achei que me sentiria mais animado com a vitória do meu time, mas vejo que foi tudo uma ilusão, uma distração do destino. Quando o jogo acabou, eu fiz o meu jantar, algo simples não tava aguentando sentir o cheiro da comida, não conseguia parar de pensar no meu trabalho, investigador policial, após comer um arroz com carne, fui pra frente do sofá, tentar me distrair um pouco com a televisão. Embora eu tentasse, não dava. Meu trabalho insistia em vir a tona na minha mente, tudo isso pelo caso tão estranho, um corpo sem sangue; estava todo fatiado, cortando em pedaços precisos, só de lembrar daquela cena, o meu estômago se revira. Mais uma moça que foi morta, esta tinha a idade da minha filha e por causa disso a minha preocupação de pai me fez ficar completamente paranoico, liguei pra Bruna pra saber se tudo estava bem. Ela falou para eu ter cuidado com este criminoso, respondi que é o que posso fazer, é cuidar de mim. Após isso, passamos mais um pouco no telefone e teve que desligar.
Esse psicopata está ficando bastante confiante, está matando muito mais rápido do que o padrão havia apontado. Com esta de hoje, já são 5 mortes. Após essa rápida linha de pensamento, não consegui ficar em casa, voltei pro trabalho, encontrei o mesmo pessoal que deveria está em casa descansando com sua família. Me senti mais confiante ao ver o pessoal trabalhando pra pegar esse bastardo. Começamos a analisar as pistas deixadas por ele, como não havia nenhum DNA, só nos restou seguir o seu padrão feminino: Morenas, alta e de olhos claros, bem sucedidas, perfeccionistas com sua beleza. Procuramos por esse padrão no nosso banco de dados, e vimos que há mais de mil mulheres só nas redondezas. Comecei a tentar traçar pontos em comum com as cinco vítimas, achar o local onde ele acha suas vítimas, tínhamos que agir rápido, tentar captura-lo antes da meia noite, antes d'ele encontrar a sexta vítima. Reunimos as cinco famílias na sala de depoimento, e perguntamos a cada uma das, os locais onde as vítimas costumavam ir regularmente. Como isso não adiantou, Jorge, o garoto da computação fez um mapa que mostrava detalhadamente o percurso do trabalho delas, e no meio dos mapas alternativos, eis que uma cafeteria aparece. Provavelmente deve ser lá que ele escolhe suas vítimas, pensou Pedro, meu parceiro.
Partimos para o café, situado na Avenida 13, de frente a um ponto de ônibus onde a Camila, a segunda vítima,pegava ônibus. Quando chegamos, Eu e o Pedro, fomos diretos ao balconista dá uma descrição psicológica do criminoso, alguém tímido, reservado, frio, calculista, perigoso, sozinho, observador,pessimista; aparentemente ele tem entre 25 e 30 anos, boa aparência e sem empregos. O balconista disse que um cara, mais ou menos similar a descrição, tímido, quieto, reservado. Olhei imediatamente ao Pedro e na mesma hora percebemos que tínhamos achado o nosso suspeito. Perguntei ao balconista se havia como ele descrever o físico do suspeito, assentiu com a cabeça que sim e após quase duas horas, o retrato falado estava pronto. Jogamos as feições dele no nosso computador na central e descobrimos tudo do nosso suspeito, Murilo de Andrade, 28 anos, mora na Rua 115 com a avenida 3, reside com a mãe, Marília de Andrade. Agora que sabemos mais a nossa caçada começava agora.
Saímos da central, com quase 4 viaturas em direção a casa do Murilo. Arrombamos a porta, entramos e encontramos nada. Estava completamente vazia a casa. Pedi pra central enviar um cão farejador, quem sabe o cachorro poderia achar alguma pista; assim que o Don chegou, quase que instantaneamente levou-nos a um rastro deixado pelo Murilo em direção a uma área abandonada no fim da casa, e parece que foi o destino. Quando estávamos indo em direção ao quintal, vem ele saindo, com uma espécie de avental melado de sangue; assim que ele nos avistou, tentou correr e pular o pequeno muro que ficava na parte de traz e por puro reflexo, Pedro, puxou sua colt 45 e deu um tiro na perna do Murilo que imediatamente caiu no chão.
Ao entrarmos no seu esconderijo avistamos quase mais uma vítima. Acho que se não tivéssemos chegado rápido aqui, seria uma sexta vítima. Enquanto o Murilo estava no chão, Garcia, um dos oficiais que veio nos dá suporte fez a sua apreensão.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Leaving my heart rest in peace
Lembrando de nossos momentos
Vejo quanto cresci com você.
Descobri que o amor realmente pode aparecer
Mas todo ensinamento, vem junto com um tormento.
Mágoas cravadas dentro de mim
Cheias de lágrimas a cada lembrar.
Por outro, você acabou de me trocar.
Eu não sou perfeito, mas não merecia isso.
Hoje realmente enxergo que sem você cresci mais.
Demorei muito, mas hoje sorrir já sou capaz.
Não sei se algum dia o meu perdão terás
Pode acontecer que sim,
Mas quando isso ocorrer, meu amor você não mais terá
Estou começando a ser feliz por mim.
Vejo quanto cresci com você.
Descobri que o amor realmente pode aparecer
Mas todo ensinamento, vem junto com um tormento.
Mágoas cravadas dentro de mim
Cheias de lágrimas a cada lembrar.
Por outro, você acabou de me trocar.
Eu não sou perfeito, mas não merecia isso.
Hoje realmente enxergo que sem você cresci mais.
Demorei muito, mas hoje sorrir já sou capaz.
Não sei se algum dia o meu perdão terás
Pode acontecer que sim,
Mas quando isso ocorrer, meu amor você não mais terá
Estou começando a ser feliz por mim.
Eterno, que seja enquanto dure.
Há quem diga que o amor tem prazo de validade e há que negue esse prazo. E finalmente, em quem devemos acreditar?
O amor, pra mim, não é um sentimento passageiro, acho que confundem muito com paixão, ou simplesmente um gostar mais intensificado. Amor, o mais puro de todos os sentimentos, é terno e eterno.
Eu, particularmente, acredito na eternidade do amor. Eu não enxergo de outra maneira, eu vejo sempre que ele é algo eterno, como nos filmes, só precisamos encontrar alguém que cultive a eternidade do nosso sentimento. Sei que é meio clichê, mas, pra mim, mas é do amor que estamos falando. O amor de verdade, uma das coisas que ele nos deixa é bobo, passamos a não se importar mais com as consequências, logo deduzo que o amor é algo clichê.
Por ser um sentimento eterno, e pela banalização do EU TE AMO, muitas pessoas confundem, adorar, gostar, admirar, curtir, e qualquer outra variação com um: Eu te amo. Honestamente, amor pra mim é algo que não precisa ser lembrado diariamente, é algo que se sente apenas em uma troca de sorrisos, olhares, carinhos ou por ter perto. Pessoas que geralmente adoram intensamente outras tendem a se acostumar com a presença do parceiro (a) e isso gera uma ideia forte de um tipo de amor, penso que essas sejam as causas de hoje haver um número crescente de divórcios nesse país. Fazendo com que percamos a fé nesse sentimento, terno e tão importante para as nossas vidas. Ninguém consegue viver sem amor, seja por alguém ou por algo.
'O amor é um fogo que arde sem se ver - Monte Castelo: Legião Urbana'
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Meu último sorriso
Levantei no susto, pensei durante uma fração de segundos que havia perdido a hora do julgamento. Me arrumei totalmente apressado, peguei o meu terno alugado um dia antes, que era especial para a ocasião, vesti-o quase que correndo; tomei um copo de limonada de que havia sido feita ontem e saí correndo para assistir a condenação do psicopata que acabou com a minha família, que durante um assalto, tirou de mim a minha esposa e filha.
Quando chego na assembléia, sinto uma enorme vontade de perder a cabeça, de ir na cela do bastardo e fazer justiça com as minhas próprias mãos, quase cedi a esse impulso raivoso que tomou conta de mim. Um pouco antes de entrar na câmara, onde o julgamento ocorrerá, eu fiquei frente a frente com Ele, corri sedendo a minha ira e com toda a força que em mim habitava, acertei dois socos e como um enorme gesto de bondade do policial, ele permitiu que eu o chutasse um pouco; antes que alguém percebesse a agressão, o policial afastou-me dizendo que já havia sido o suficiente para abaixar a minha raiva, mas foi exatamente o contrário, minha raiva só aumentou e aumentou.
Assim que o julgamento começou o meu vizinho, Tom, Tomas, sentou do meu lado para me dá forças nesse momento tenebroso da minha vida onde parecia que não me restava nada além de raiva, ódio e a loucura. A presença do Tom, foi algo bem estranho, ele me transmitia uma paz tão sobrenatural. Quando o julgamento começou, o infeliz entrou olhou fixamente para mim e com uma cara de prazer, mordeu os lábios, falava como havia feito tudo olhando pra mim; como quem diz: Amei matar sua esposa e me diverti muito caçando sua filha.
O juiz começou a narrar a sentença do réu Carlos Machado de França, por duplo homicídio. Pensei que por um instante a minha alegria estava começando a voltar, cheguei até comentar com isso com o Tom, que só conseguiria viver após a morte Dele. Entretanto, o imparcial juiz não deu a sentença de morte, jogou-o uma condenação de trinta anos no presídio de segurança máxima, Mon Santana. Após o dia do julgamento, o infausto foi transferido para a prisão.
Cinco dias após o julgamento do assassino, o mesmo juiz estava realizando outro julgamento, dessa vez, o meu. Cometi um crime proposital e por ser réu primário, foi-me perguntado como eu me considerava, respondi: Culpado, Meritíssimo. a pergunta seguinte foi: Há algum canto que você desejaria ir cumprir a sua pena? Respondi: Mon Santana, Meritíssimo. Pois bem, condeno-te, réu: José Henrique Dias, por tentativa de duplo homicídio e pegarás 10 anos. No fim da sentença, agradeci. Na manhã seguinte fui deportado pro presídio.
Ao chegar lá, comecei a colocar o meu plano em prática. Fiz amizade com pessoas certas, para evitar confusão. Mantive minha existência em segredo para que não houvesse um espanto desnecessário. Após quase um mês de prisão, foi quando o infeliz soube da minha existência. Já havia planejado tudo, comecei uma briga com o Carlos, o desgraçado que acabou com a minha família. espanquei até os guardas chegarem e me separarem dele. Ambos pegamos dois meses de solitária pela briga, e um aumento da pena em dois anos. Pouco tempo que saímos da solitária, já parti para a próxima fase do plano, assassinar o assassino da minha esposa e filha. Falei com os meus contatos na prisão e arrumei tudo, peguei a faca com um encarregado na cozinha, que ficaria de plantão para o café da manhã.
Na tarde seguinte, estávamos todos no pátio, como de costume toda quarta haveria um banho de sol. Fizeram aquela rodinha discretamente perto de um aparelho em que o Carlos estava. Enquanto eu chegava com o propósito de dá fim a sua vida. Enfiei oito vezes a faca nele e em cada perfuração, uma felicidade tomava conta de mim; na última facada, minha raiva estava saindo de mim e quando o infeliz deu o seu último suspiro, dei o meu último sorriso.
Quando chego na assembléia, sinto uma enorme vontade de perder a cabeça, de ir na cela do bastardo e fazer justiça com as minhas próprias mãos, quase cedi a esse impulso raivoso que tomou conta de mim. Um pouco antes de entrar na câmara, onde o julgamento ocorrerá, eu fiquei frente a frente com Ele, corri sedendo a minha ira e com toda a força que em mim habitava, acertei dois socos e como um enorme gesto de bondade do policial, ele permitiu que eu o chutasse um pouco; antes que alguém percebesse a agressão, o policial afastou-me dizendo que já havia sido o suficiente para abaixar a minha raiva, mas foi exatamente o contrário, minha raiva só aumentou e aumentou.
Assim que o julgamento começou o meu vizinho, Tom, Tomas, sentou do meu lado para me dá forças nesse momento tenebroso da minha vida onde parecia que não me restava nada além de raiva, ódio e a loucura. A presença do Tom, foi algo bem estranho, ele me transmitia uma paz tão sobrenatural. Quando o julgamento começou, o infeliz entrou olhou fixamente para mim e com uma cara de prazer, mordeu os lábios, falava como havia feito tudo olhando pra mim; como quem diz: Amei matar sua esposa e me diverti muito caçando sua filha.
O juiz começou a narrar a sentença do réu Carlos Machado de França, por duplo homicídio. Pensei que por um instante a minha alegria estava começando a voltar, cheguei até comentar com isso com o Tom, que só conseguiria viver após a morte Dele. Entretanto, o imparcial juiz não deu a sentença de morte, jogou-o uma condenação de trinta anos no presídio de segurança máxima, Mon Santana. Após o dia do julgamento, o infausto foi transferido para a prisão.
Cinco dias após o julgamento do assassino, o mesmo juiz estava realizando outro julgamento, dessa vez, o meu. Cometi um crime proposital e por ser réu primário, foi-me perguntado como eu me considerava, respondi: Culpado, Meritíssimo. a pergunta seguinte foi: Há algum canto que você desejaria ir cumprir a sua pena? Respondi: Mon Santana, Meritíssimo. Pois bem, condeno-te, réu: José Henrique Dias, por tentativa de duplo homicídio e pegarás 10 anos. No fim da sentença, agradeci. Na manhã seguinte fui deportado pro presídio.
Ao chegar lá, comecei a colocar o meu plano em prática. Fiz amizade com pessoas certas, para evitar confusão. Mantive minha existência em segredo para que não houvesse um espanto desnecessário. Após quase um mês de prisão, foi quando o infeliz soube da minha existência. Já havia planejado tudo, comecei uma briga com o Carlos, o desgraçado que acabou com a minha família. espanquei até os guardas chegarem e me separarem dele. Ambos pegamos dois meses de solitária pela briga, e um aumento da pena em dois anos. Pouco tempo que saímos da solitária, já parti para a próxima fase do plano, assassinar o assassino da minha esposa e filha. Falei com os meus contatos na prisão e arrumei tudo, peguei a faca com um encarregado na cozinha, que ficaria de plantão para o café da manhã.
Na tarde seguinte, estávamos todos no pátio, como de costume toda quarta haveria um banho de sol. Fizeram aquela rodinha discretamente perto de um aparelho em que o Carlos estava. Enquanto eu chegava com o propósito de dá fim a sua vida. Enfiei oito vezes a faca nele e em cada perfuração, uma felicidade tomava conta de mim; na última facada, minha raiva estava saindo de mim e quando o infeliz deu o seu último suspiro, dei o meu último sorriso.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
And I Miss you!
' Quando não estás aqui, sinto falta de mim mesmo ' - Sete cidades - Legião Urbana
Viver com saudades de alguém é algo tão chato. Você não vive por completo, você apenas existe. É como se sua alegria, sua vida, sua essência dependesse de alguém mais; alguém além de ti. Achava tão fútil isso, sempre fui meio egocêntrico, meio anti social, meio afastado, meio preso a conceitos egoístas, não conseguia entender como a felicidade conseguia ser transmitida; hoje eu entendo, e sou completamente altruísta. Minha felicidade basea-se em outra pessoa, e consequentemente sinto enormes saudades.
Todo mundo fala que sente saudades, que sente aquilo e etc... Mas o que é saudade? Saudade pra mim é o simples fato de você viver toda sua felicidade, todos seus sorrisos, seus momentos de alegria, seus momentos em geral acompanhados de alguém, ou ter alguém com quem isso aconteça muito fácil, ter alguém que você consiga rir de uma forma estonteante, alguém que represente tudo; alguém que você não consiga passar um dia sem falar, e se passar é um dia perdido. Alguém que represente todo seu mundo.
Saudade, palavra de difícil significado, pra cada pessoa há um significado semelhante ou não, mas que sentimos muito. Eu particularmente odeio sentir saudades, odeio o fato de não estar perto de quem eu gosto me sinto um perfeito inútil, principalmente quando há alguém que eu realmente me importe, odeio a distância por separar as pessoas e por nos obrigar a sentir isto. Mas nem sempre a distância afasta, em poucos casos, ela aumenta a intensidade do seu sentimento e no fim, a saudade pode ser uma coisa boa ou pode ser a prova de que seu sentimento por alguém realmente valha a pena.
Eu sei que a saudade dói, machuca e corrói tudo, mas ela é necessária pra mostrar o quanto nós nos importamos com aquela pessoa. Eu vejo como se fosse um indicador de intensidade para os sentimentos, mostrando o seu nível de carinho, afeto, até mesmo amor, por alguém que não está tão perto de quanto querias.
Falando de mim, honestamente, detesto sentir saudade, detesto o sentimento de ausência que cada pessoa me obriga a sentir, umas são tão intensas que me forçam a minha imaginação, mesmo que sem eu perceber, estou ao lado de quem eu quero e de quem eu sinto saudade. Claro que são imaginações, mas é um subterfúgio, é algo que constantemente uso pra evitar sentir aquela dor no peito.
Talvez algum dia eu consiga ficar tão próximo a alguém que a saudade deixe de existir. Talvez, e mais talvez...
'Às vezes fico com saudades de momentos em que eu ainda não vivi. 'Eu sei - Fresno.
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