Lá estava, parado dentro de um posto de conveniência comprando comida para a volta. Olhei aqueles sanduiches apetitosos que em poucos instantes fizeram minha boca salivar e o meu estômago roncar, afinal, estava dirigindo há algumas horas já. Peguei três sanduiches enormes, no começo eles eram de frango, mas após seguir a minha enorme gula, acabaram virando um x-tudo; além de pegar os sanduíches peguei uma coca de 2L. Quando chego no caixa do posto para pagar o meu desjejun, a velha televisão que ficava no balcão virado pro caixa, anunciou que mais a frente, seguindo o meu caminho de volta, estava interditado, acompanhei a noticia com uma certa tristeza. Paguei pelo meu lanche e voltei a fazer o caminho oposto, afim de chegar em casa para ter um descanço curto.
Liguei o carro após a refeição, me sentia orgulhoso por ter batido meu próprio récord em comer os sanduiches, me senti uma estrela do guinnes book, saí da loja de conveniência com o velocímetro marcando 80 km/h, sempre gostei de cantar pnéu. Pouco tempo depois, estou fazendo um caminho alternativo pela BR, seguindo o meu gps. Como a pista estava vazia, acelerei muito o meu carro. Engatei a quinta marcha, e em poucos instantes estava correndo a 130 km/h. Confesso que quase me assustei quando tive que reduzir para fazer uma curvinha, meu carro ia dá um cavalo de pau e ir em direção a uma árvore que tinha no local; por sorte, lembrei de algo que vi nos filmes de velozes e furiosos: 'Você puxa o freio-de-mão gira o volante pro lado da curva e ao mesmo tempo, acelere e solte o freio de mão' táticas de como fazer um belo drift. Após essa curvinha bastante emocionante, me situei a dirigir em 80 km/h de novo e após duas horas, cheguei em casa.
Assim que entro no apartamento e penso em tomar um banho pra dormir, o Pedro me liga, falando que hoje era o dia de ir pra balada que eu havera marcado para a despedida de solteiro do Marcos, como foi minha idéia, não poderia negar a minha presença, assenti que ia e falei para passarem aqui, afim de irmos juntos no mesmo carro. Comecei a tomar banho enquanto eles estavam a caminho da minha casa e mal havera saído do banho eles tocam a campainha. Fiquei meio surpreso com a velocidade que eles haviam chegado na minha casa, geralmente quando marcávamos pra ir em outros cantos, demoravam mais. Botei a minha calça jeans favorita, que era uma preta totalmente magnífica, e fui abrir a porta. Mandei-os esperarem na sala enquanto eu me arrumava. Peguei uma camisa que combinasse com a minha calça e saí para terminar de me arrumar. Quando entro no banheiro, eu começo a pentiar o meu cabelo que hoje estava mais negro que o de costume, ele teimosamente insistia em não obedecer os comandos que minha mão e o pente, nesse trabalho em conjunto, davam a ele; após alguns minutos de brigas ele cedeu. Escovei os dentes e coloquei o meu perfume favorito, o cheiro do meu perfume amadeirado exalava pelo apartamento fazendo-o parecer que era um cubículo; tinha quase certeza que a minha vizinha de baixo sabia exatamente quando eu ia sair pelo cheiro do meu perfume. E por falar na minha vizinha, nossa, que vizinha em...
Dei um sinal, assim que cheguei na sala. Começamos a descer as escadas quando eu percebo que deixei a chave do carro em cima da mesa, do lado do controle da televisão. Afinal, como homem que mora sozinho, uma mesa não precisa de mais coisas além de um controle de tv e um porta chaves. Assim que peguei a chave que passo em frente a porta da vizinha, não é que a mulher aparece. E no meio de uma aparencia magnífica, mandou-me ter cuidado na balada, entretanto não foi qual quer aparencia, foi algo provocante. Sentia a luxúria vinda dos seus belos olhos castanhos, sua boca carnuda fazia-me desejar, seu corpo chamava o meu. Era quase impossível resistir, por alguma casualidade eu consegui resistir. Continuei a descer com os meus amigos, mas a lembrança do seu olhar fixo ao meu, me fez sentir arrependido da decisão, por isso subi de volta e para a minha surpresa ela estava lá na porta me esperando, como se ela soubesse de alguma maneira que eu iria voltar para lá.
Assim que nossos olhares se cruzaram, senti algo intenso crescendo. Foi uma vontade tão carnal, ver a suas coxas grossas e contemplar a beleza do seu corpo, bem contornado pela saía preta e sua blusinha branca que me faziam perder a cabeça. Meu corpo sentia a necessidade do seu. Por instantes eu imaginei saciando a luxúria existente no meu corpo. Nós não falamos nada, não perdemos tempo. O nosso primeiro beijo foi intenso e constante, assim como os sucessores e em questão de instantes eu estava dentro da casa dela. A casa da Tuane era tão aconchegante. Não consegui reparar muitas coisas da casa, mas via tudo bem arrumado, limpo. Quando entramos na sala, em meios de beijos e amaços, o Pedro gritou por mim pedindo a chave do carro, fazendo com que eu vá até a varanda joga-la. Quando eu voltei e me sentei no sofá, por um momento pensei que o clima que havia acontecido conosco fosse acabar, entretanto, aquela pausa fez com que o nosso líbido aumentasse consideravelmente e nos beijamos com mais frenezi. Eu sempre soube que eu provocava as pessoas nos meus beijos, ardentes, mas essa foi a primeira vez que senti o efeito oposto. Nós nos devorávamos em beijos quentes e nossas mãos soltas eram guiadas pela luxúria momentanea.
Em beijos quentes nos devoravam e o clima da casa começara a ficar quente, em meio a intensos afagos, nossas roupas começaram a cair. Primeiro a minha camisa, estampando o meu porte atlético que variava entre ser um sedentário e um recente frequentador de academia, em seguida a blusa dela, mostrando o sutiã vermelho que ficava se sobressaindo através da blusa. Com menas peças de roupas as nossas mãos tinham uma área de atrito maior, aumentando muito gradativamente o libido que havia. Não consegui me conter e em meio de um alvoroço totalmente frenético, desabotoei o sutiã dela e em instantes a saía, que marcavam suas grossas coxas. Agora eu tinha acesso a quase todo o corpo dela e sem a minha frenezi diminuir, fui descendo os meus beijos em todas as partes descobertas. Assim que cheguei no pescoço, a Tuane puxara e bagunçara o meu cabelo castanho, a proporção que eu descia, mais intenso ficava as puxadas e as bagunçadas, me senti tão heróico por está dando tanto prazer e fazendo um início de perfomance. Após as minhas brincadeiras peculiares com os seios dela, robustos e magníficos, puxei-a pelo pescoço e a beijei. Foi um beijo ardente e revigorado. Ela ainda bagunçava o meu cabelo. Quando finalmente saímos da pilastra, foi um ápice de conciencia dela.
- A janela está aberta. Ela falou.
Não me preocupei com a janela, mas saí da parede que era tão visível, segundo o pensamento dela. Fomos para o quarto. Me lembro de ter visto a luz da lua, cheia, que inradiava o quarto. Ela sentou-se na cama, e aos poucos, foi tirando a minha calça jeans, com um sorriso malicioso no rosto. Assim que a jeans caíu, pulei em cima dela na cama, beijando-a e brincando com o corpo, que estava quase completamente nu, e a cada variação da respiração dela, eu me exitava mais. Aos poucos, e com muitas provocações a única peça de roupa que estava com ela foi deixando de existir.
Assim que a calcinha dela saíu. Evitar de ficar perto da área foi algo praticamente impossível. Todos os meus instintos gritavam comigo para ficar lá. Mantenha lá, meus instintos e as puxadas de cabelo, garantiram uma brincadeira um tanto quanto prazerosa. Em seguida eu fui empurrado e ela ficou em cima. Com um sorriso malicioso, tirou o meu sorriso da carência. Em meados de beijos no pescoço, e descidas que só ela sabe fazer, a luxúria tomou conta do quarto.
Sentia o calor do corpo dela chamando o meu. Beijos ferozes aconteciam como se fosse apenas beijos normais. Quando estávamos prestes a consumar o nosso ato carnal; acordo suado e assustado com o Pedro me ligando, perguntando se íamos para a balada hoje a noite. Respondi qualquer coisa no telefone e desliguei. Parei por alguns instantes e fiquei pensando no sonho que eu tive. Um sonho tão real, tão intenso, tão magnífico. Talvez o sonho tenha retratado algum desejo oculto meu.
Assustado acordei, não havia entendido nada do meu sonho e não havia vizinhos novos no condomínio. Saí para trabalhar, como era de costume do meu dia rotineiro, confesso que foi um dia totalmente estressante, na minha volta para casa vejo um caminhão de mudança em frente ao prédio e uma morena em frente a escada, mandando os carregadores da empresa terem cuidado com o que transportavam. Me senti um paranormal prevendo o futuro, entretanto ela não se parecia com a mulher toda tentadora do meu sonho, o sorriso da mulher que estava a minha frente, é mais bonito. Mais chamativo. Mais exibido. Mais atraente. Mais charmoso. Me senti em êxtase só com o sorriso que ela exibia, mesmo que fosse por pouco tempo. Assim que fui aproximando da escada, a cada passo que encurtava a nossa distância o meu coração acelerava, sentia-me como se o meu coração fosse rasgar o meu peito. Com um sorriso não tão confiante, iniciei uma conversa perguntando se ela gostaria da minha ajuda com a mudança. Educadamente, havia afirmado que não precisava, os rapazes cuidariam de tudo. Sorri, meio frustrado e lentamente subi as escadas; espiei-a discretamente e reparei que ela ainda estava com os olhos focados em mim, com uma expressão pensativa e séria. Foi amor a primeira vista, da minha parte; eu cheguei a tropeçar na primeira volta em que a escada mudava a sua direção, e tive quase a impressão que escutei um HUMPF! vindo dela. Subi a escada morto de vergonha; por sorte o prédio não era tão grande assim, morava no segundo andar, deu para enrolar direito. Quando eu não conseguia mais ouvi-la de lá de baixo eis que ela sobe alguns degraus e grita perguntando em qual apartamento eu moro, alegando que precisará de ajuda com a instalação de alguns aparelhos eletrônicos; assenti que era no 202, com um sorriso meio envergonhado no rosto; a vergonha aumentou quando fui perguntado se poderia passar por lá por volta das vinte horas, que seria mais ou menos quando tudo já estaria na parte de cima. Respondi que estaria lá as vinte. Subi mais dois degraus e ela gritou novamente, eu moro no apartamento... respondi na mesma hora em que ela complementou... 102, o que fica, literalmente, embaixo do meu.
Eu subi, morto de vergonha. Descansei um pouco, relaxei o máximo possível antes de tomar banho para ajudar a tão bela vizinha. Cheguei lá, por volta das, 20:30, pedi desculpas pela demora, aleguei que acabei dormindo um pouco. Assim que eu entrei, vi as mobílias aparentemente iguais as que eu vi no meu sonho, causando um certo espanto na hora; - Está um pouco bagunçado, eu sei. Mas releve, acabei de me mudar... ; Confesso que só ouvi isso, acabei preso no sorriso dela mais uma vez. Perguntei onde era que ela precisava de ajuda, ela me mostrou alguns aparelhos eletro-eletrônicos e quase que imediatamente, comecei a instala-los. Conversamos muito enquanto eu fazia a instalação. Perguntei em meio a algumas perguntas o nome dela, quando ela falou Tuane, nossa, me senti vivo no meu sonho. Conversamos a noite toda, enquanto eu me oferecia para ajuda-la no desempacotamento da sua mobília. Assim que amanheceu, já a conhecia suficientemente; era como se eu tivesse conhecido-a há anos atrás. Ríamos com uma facilidade absurda, ríamos das piadas que contávamos, dos comentários estúpidos da televisão. Tudo se caminhava ao meu plano de perfeição momentânea, até que chegou a hora de arrumar-me para o trabalho e ela teria que fazer a mesma coisa. Fomos separados pelo tempo.
Cheguei no trabalho dez minutos atrasado. Eu estava preguiçoso de mais para realizar qualquer tarefa e pedi pro meu chefe para sair mais cedo. Ele liberou a minha saída após o almoço. Trabalhei contando os segundos para chegar em casa e desabar na cama; relaxar e dormir um pouco, era o que o meu corpo precisava. Assim que a hora do almoço da firma chegou, por volta das quatorze horas e eu já não aguentava mais ficar trabalhando. Peguei o meu carro, e fui para casa; a primeira coisa que eu fiz, foi procurar saber se a Tuane estava, como não estava, subi pro meu apartamento com uma expressão meio que melancólica no rosto, afinal, a vida começou a ter mais graça quando passei a ficar perto dela.
Ainda não aceitava a ideia que eu estava apaixonado por ela, não conseguia explicar para mim mesmo, como as coisas aconteceram. Foi uma atração física de início e um amor secundário que está invadindo o meu coração e tomando o primeiro lugar. Acontecimentos ilógicos nunca eram direcionados a mim; nunca tinha provado o amor, não sabia nem do que se tratava e sempre achei que era exagero das outras pessoas, me sentia diferente, isolado, renegado. Fiquei desnorteado ao sentir, pela primeira vez, algo além de uma atração, física ou emocional, não sei como reagir além de não saber, o medo de errar estava me ajudando muito. Contei para o Marcos o que havia acontecido comigo, e o infeliz, não me deu nenhum conselho útil; Ele fez com que eu pensasse com mais ênfase em chegar e contar para a Tuane que eu estava apaixonado por ela, porém eu não poderia chegar nela e soltar que eu estou apaixonado. Pensar em uma maneira discreta e que não a assuste foi algo crucial.
Depois de pensar quase que uma noite inteira, uma solução simples e óbvia apareceu. Por que não leva-la num por-de-sol fazer algo bem romântico, era algo que valeria a pena, tentei debater comigo mesmo afim de saber quão boa a ideia era e perguntei ao Pedro o que ele achava... Ele riu muito da minha ideia romântica e falou que não tinha essa necessidade toda de exagerar nisso. Começamos a dialogar e fui vendo que praticidade seria tudo. Tudo que eu não tinha. Não conseguia me conter no exagero do romantismo, queria fazer e meio que fiz. Arrumar algum pretexto para leva-la seria a segunda prioridade que havia. Inventei que iria mostrar os locais mais belos da cidade. Saímos no meu carro, no meu dia de folga, era uma sexta feira estonteante. Chegamos num penhasco que fica exatamente na zona sul da cidade, era um dos locais mais românticos da cidade inteira, estacionei o carro exatamente de frente onde o sol iria se por.
Assim que o sol começara a desistir de ficar no céu, subimos em cima do capô do carro, e começamos a conversar e admirar a vista que se formava. O céu começara a ser dono de um vermelho magnífico, particularmente não tinha visto nada igual; mas quando olhei pra ela, nos olhos dela, avistei algo mais magnífico que o por-do-sol. No ápice do fim-de-tarde a conversa com a Tuane tomava rumo para algo mais romântico assim como eu planejava. Antes que eu pudesse fazer qualquer pergunta sobre namoro, ela começou a aniquilar o assunto dizendo que só queria apenas a minha amizade. Pela minha cara de choque ao ouvir, ela com pena me deu um beijo na minha bochecha. Foi exatamente ao mesmo tempo, e assim, que o sol tocou na linha do horizonte, minha lágrima tocou no chão. E, foi assim que meus planos de romantismo foram por água abaixo.
Seus olhos me perseguiam noite por noite nos meus sonhos. Cada qual com uma continuação diferente. Começava semelhante, o clima quente entre nós, a pegada que tínhamos fazia o quarto ferver... Mas o final era sempre o mesmo, a amizade, as palavras exatas afirmando que só olhava pra mim como um amigo. Tive o mesmo sonho por quase um mês